A Unicamp deve continuar responsável pela gestão do Hospital Estadual de Sumaré (HES). A universidade, que administra a unidade há 25 anos por meio de uma de suas fundações, foi a única interessada no chamamento público realizado pelo Governo do Estado de São Paulo. A informação foi confirmada pela secretária executiva estadual de Saúde, Priscilla Perdicaris, nesta terça-feira (23), durante a apresentação do projeto técnico do futuro Hospital Metropolitano de Campinas.
A continuidade da Unicamp na gestão ainda depende da análise da documentação apresentada, mas a expectativa é de que o resultado seja oficializado até o próximo dia 31. Segundo o governo estadual, a concorrência foi necessária para resolver uma “situação jurídica”, já que o vínculo contratual anterior era considerado frágil.
Entenda o caso
Com o contrato atual chegando ao fim neste mês, a permanência da Unicamp chegou a ser colocada em risco. A Secretaria de Estado da Saúde publicou em fevereiro um edital seguindo as diretrizes da lei nº 846/1998, que exige que apenas Organizações Sociais (OSs) participem da gestão de unidades de saúde.
A saída encontrada pela universidade foi alterar o estatuto de uma de suas fundações para se adequar ao formato de OS e conseguir participar do processo. Mesmo diante da insegurança jurídica, nenhuma outra instituição apresentou proposta.
Histórico de instabilidade
Em meio à indefinição sobre a gestão, o Hospital Estadual de Sumaré já enfrentou problemas importantes nos últimos anos. Em 2021, por exemplo, a unidade fechou a enfermaria pediátrica, o que gerou forte repercussão regional e críticas sobre o impacto no atendimento a crianças da região.
Apesar dos desafios, a manutenção da Unicamp à frente da unidade representa, para muitos, a continuidade de um modelo consolidado.