Sumaré em alerta com índice de proliferação do Aedes aegypti em julho

Levantamento aponta índice de Breteau de 1,4; região do Matão registra maior risco; prefeitura intensifica ações de controle

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O setor de Controle de Arboviroses da Secretaria Municipal de Saúde de Sumaré divulgou nesta semana o resultado do Índice de Breteau referente ao mês de julho de 2025. O índice, que mede a densidade larvária do mosquito Aedes aegypti, chegou a 1,4, sinalizando estado de alerta para o município, especialmente na região do Matão, que apresentou o maior índice, de 3,00.

No total, os agentes de endemias vistoriaram 4.028 imóveis em todas as regiões da cidade. Outras áreas também estão em alerta, como Picerno/João Paulo (1,66), Centro (1,50), Nova Veneza/Dall’Orto/Volobueff (1,33) e Domingos/Paulistano/Altos de Sumaré (1,16). A região do Maria Antônia registrou índice de 0,71, abaixo do nível crítico, mas ainda motivo de atenção. Já na Área Cura, não foram encontradas larvas nos imóveis vistoriados.

O combate ao mosquito é constante, mesmo em períodos de temperaturas mais baixas. O secretário de Saúde, Rafael Virginelli, reforça a importância da colaboração da população: “É fundamental que as equipes sejam recebidas e que todos adotem medidas para evitar a proliferação, como a destinação correta de resíduos e evitar o descarte irregular de lixo e entulhos.”

Nesta semana, as ações foram intensificadas nos bairros Jardim São Francisco, Ypiranga e Volobueff, com visitas casa a casa, busca ativa por casos suspeitos e confirmados, aplicação de larvicidas, retirada de materiais inservíveis e entrega de telas milimétricas. Moradores receberam ainda orientações e panfletos informativos sobre prevenção e sintomas das arboviroses.

Até o momento, Sumaré contabiliza 8.531 notificações, com 5.665 casos positivos de dengue e 15 óbitos registrados.

Cuidados essenciais para combater o Aedes aegypti:

  • Manter caixa d’água sempre fechada;
  • Remover folhas e galhos que bloqueiem o escoamento da água nas calhas;
  • Evitar acúmulo de água da chuva sobre lajes;
  • Lavar semanalmente tanques e recipientes usados para água;
  • Colocar areia nos pratinhos de vasos de plantas;
  • Trocar e lavar a água dos vasos semanalmente;
  • Guardar garrafas de boca para baixo;
  • Descartar pneus e lixo corretamente;
  • Evitar lixo em terrenos baldios.

Somente com a união da população e poder público será possível controlar o avanço do mosquito e prevenir doenças.


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