Comerciantes e moradores do Matão, em Sumaré, vêm enfrentando um problema que já dura mais de um ano e meio: os chamados “fluxos” — encontros noturnos que reúnem centenas de pessoas nas ruas do bairro, especialmente aos sábados.
Segundo relatos de comerciantes locais, o movimento começou após a abertura de adegas próximas, que passaram a atrair grande público para a região. “No início era só uma concentração maior de pessoas, mas agora está incontrolável. Todo sábado, a partir de meia-noite e meia, a avenida fica tomada por duas quadras de carros, motos e paredões de som”, relata um empresário que mantém um comércio no local.
Apesar de algumas intervenções da polícia, a população afirma que as medidas não têm sido suficientes. “Eles vão, espantam a galera, mas no sábado seguinte está tudo de novo. Os vizinhos estão desesperados, ninguém consegue dormir ou ter paz”, desabafa o comerciante.
O problema já foi comunicado à Prefeitura e até à imprensa regional (Veículos de televisão como a EPTV), mas ainda não houve uma solução efetiva. Moradores e comerciantes pedem fiscalização mais rigorosa, tanto para coibir práticas ilegais quanto para garantir segurança e tranquilidade no bairro.
“Tá feia a coisa, muito feia mesmo. A gente precisa de uma resposta, porque não dá mais para viver assim”, reforça o empresário.