A Teka Tecelagem Kuehnrich S.A. firmou um acordo de R$ 70 milhões para encerrar disputas trabalhistas que duravam cerca de 13 anos. O acordo beneficiará mais de 2.300 trabalhadores, incluindo empregados ou ex-empregados vinculados à unidade de Sumaré (SP) — reforçando o impacto da negociação na Região Metropolitana de Campinas.
Unidades históricas e presença regional
Apesar de ter um CNPJ em Sumaré, essa inscrição corresponde a uma filial comercial, e não a uma planta industrial ativa.
Historicamente, a Teka já foi mais presente industrialmente na RMC: segundo estudos, em 1990 a empresa adquiriu a Texcolor, companhia têxtil sediada em Sumaré.
Detalhes do acordo trabalhista
O entendimento foi homologado em 7 de novembro de 2025 e envolve unidades ativas (Blumenau e Artur Nogueira) e inativas (Indaial, Itapira), além da filial de Sumaré.
Cada um dos 2.333 trabalhadores receberá até R$ 10 mil na primeira parcela. Valores acima desse montante serão parcelados em até 36 vezes, com garantia de imóveis não operacionais da empresa.
Recursos para os pagamentos sairão de fundos judiciais já vinculados ao processo de recuperação judicial.
A Teka afirmou que vai priorizar a venda desses imóveis para liquidar os créditos trabalhistas e, se houver saldo, usar parte dele para quitar obrigações como o FGTS.
A empresa pede que empregados desligados ou ativos formalizem adesão ao termo de acordo para acelerar os pagamentos.
Reestruturação e responsabilidade social
A negociação é considerada um movimento estratégico da nova gestão da Teka, que assumiu controle em 2025 e tem como missão não apenas resolver passivos, mas recompor a empresa de forma sustentável.
Além disso, o acordo sinaliza compromisso com a reparação social e financeira dos trabalhadores, muitos deles de cidades da RMC e do interior paulista.