Um homem de 29 anos foi preso na noite desta quinta-feira (22) após matar a companheira em Sumaré e tentar fugir para Hortolândia. O suspeito foi localizado pela Polícia Militar enquanto comprava cerveja em um mercado, após ser identificado por meio do monitoramento de câmeras inteligentes.
A vítima, Yasmim Evely da Silva, de 25 anos, foi encontrada morta na residência onde vivia com o companheiro, no Jardim Nova Esperança I. Vizinhos acionaram a polícia após ouvirem gritos vindos do imóvel. No local, os policiais constataram sinais de luta, e a jovem morreu antes da chegada do socorro.
Diego Molino da Silva, de 29 anos (à dir.), foi preso suspeito de espancar mulher até a morte em Sumaré — Foto: Jorge Talmon/Reprodução/Redes sociais
Segundo a delegada Natália Alves Cabral, titular da DDM de Sumaré, a vítima vivia em um relacionamento marcado por controle e abusos constantes. Uma câmera instalada dentro da residência era utilizada para vigiar Yasmim, e o equipamento acabou registrando o crime. O suspeito fugiu levando o cartão de memória, que foi recuperado no bolso dele durante a prisão.
“Era uma relação bastante conturbada e abusiva. Ele monitorava a vítima e controlava a saída dela da residência”, afirmou a delegada.
A Polícia Civil informou ainda que Diego possui antecedente criminal por tentativa de roubo. As imagens da câmera de segurança serão utilizadas como prova no inquérito policial.
Saiba mais:
Yasmim era natural de Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, e estava em Sumaré havia cerca de seis meses. Familiares relataram que ela havia deixado um emprego para viver com o companheiro no interior paulista.
Yasmim Evely da Silva, de 25 anos, foi vítima de feminicídio em Sumaré — Foto: Reprodução/Redes sociais
O ex-marido da vítima, Bruno Ruan de Melo Silva, lamentou a morte e descreveu Yasmim como uma jovem tranquila, cheia de sonhos e planos para o futuro. Em homenagem nas redes sociais, ele afirmou confiar que a Justiça será feita.
Ao comentar o caso, a delegada reforçou a importância de buscar ajuda ao primeiro sinal de violência.
“Infelizmente, Yasmim não teve oportunidade de procurar ajuda a tempo. Mas é fundamental que mulheres em situação de violência procurem a polícia e os canais de apoio assim que identifiquem qualquer agressão”, alertou.
A Polícia Civil segue com as investigações, e o suspeito permanece à disposição da Justiça.