A licitação que definirá o novo sistema de transporte coletivo de Campinas marcou o fim de um ciclo histórico no transporte da cidade. Empresas que operavam o serviço há décadas, ligadas ao chamado Grupo Belarmino e a consórcios do atual sistema, foram derrotadas no leilão realizado nesta quinta-feira (5), na sede da B3, em São Paulo.
Com o resultado, novos grupos empresariais passam a assumir a operação do transporte coletivo, enquanto as empresas que comandavam o sistema deixam a concessão após o período de transição.
Quem venceu a nova concessão
No novo modelo, os dois lotes da concessão foram arrematados por empresas diferentes:
Os consórcios ligados às empresas que atualmente operam o transporte participaram da disputa, mas foram superados nas propostas financeiras apresentadas durante o leilão.
Como foi a disputa
A sessão pública de abertura das propostas financeiras durou cerca de duas horas e reuniu representantes das empresas, autoridades municipais e especialistas do setor de mobilidade.
Entre os destaques da disputa:
Lote Norte
A chamada tarifa de remuneração é usada para calcular os custos da operação do sistema e não corresponde diretamente ao valor pago pelos usuários na catraca.
O que prevê a nova concessão
O novo contrato terá duração de:
Além da operação das linhas de ônibus, o contrato inclui:
Investimentos previstos
O novo modelo prevê forte modernização do transporte coletivo com investimentos bilionários.
Entre os principais pontos:
Frota mais moderna e menos poluente
A nova concessão também estabelece metas ambientais para o sistema, incluindo:
Próximos passos
Caso não haja questionamentos jurídicos ou impedimentos na fase de habilitação das empresas vencedoras, a expectativa da Prefeitura de Campinas é que:
O resultado do leilão marca uma mudança estrutural no transporte público de Campinas, encerrando um período de décadas de operação dos mesmos grupos empresariais e abrindo espaço para uma nova fase no sistema.